Quem Somos

“Uma bailarina deve sempre olhar para as estrelas, ainda que não as enxergue”


O ballet clássico para deficientes visuais teve início no Instituto de Cegos, em São Paulo há quase 16 anos. Este trabalho, bem como seu método é pioneiro no mundo e foi desenvolvido voluntariamente pela bailarina e fisioterapeuta Fernanda Bianchini. Com a dedicação da professora e das alunas, o grupo foi quebrando paradigmas, superando barreiras e transformando o que era impossível, em bela arte.

No início tive apoio apenas das Irmãs do Instituto e dos meus pais, que sempre me aconselharam: “Nunca diga não a um desafio; pois são destes que saem os maiores ensinamentos de nossas vidas.” Diz, Fernanda Bianchini.

Não sabia ao certo como ensinar; minhas professoras de Ballet diziam que era impossível aprender por imitação; mas, em pouco tempo, notei que estavam enganadas. Criei, juntamente com minhas alunas, um método de aprendizado através do toque. No início, não foi fácil, mas a força de vontade em aprender algo novo foi tão grande que eu nunca tive que ensinar duas vezes o mesmo passo; pois as alunas jamais o esqueciam. Hoje em dia, falo o nome do passo e elas já saem dançando. O método foi patenteado e publicado na minha tese de mestrado em janeiro de 2005 e desde então formamos profissionais pelo Brasil que tenham interesse em aplicar este método para deficientes visuais de todo o país. Já temos o ballet expandido com o Método Fernanda Bianchini em Manaus, Interior de São Paulo, Vila Velha no Espírito Santo  e temos projetos para Goiânia e Rio Grande do Norte.

O trabalho que fazemos é por amor; amor que é impossível transcrever em palavras e é por isso que estamos plantando semente nestas meninas ou talvez em novas outras, para que, com nossos cuidados e aprendizados, elas se tornem as pupilas da mais nova geração de bailarinas e talvez agarrem esta arte como uma profissão. Atualmente temos a professora Geyza da Silva, que também é deficiente visual e que faz um trabalho maravilhoso com nossas bailarinas mirins.

A partir de 1999, começamos a participar de espetáculos e festivais renomados em dança dentro e fora de São Paulo e conquistamos uma nova categoria especial em dança para deficientes, abrindo também o espaço para outros portadores de deficiência. A novidade foi um sucesso para as alunas e para a sociedade como um todo, sendo que, hoje, temos mais de 100 troféus de premiações nesses festivais e até participações como grupo convidado, o que é uma honra.

No final de 2003, o Instituto de Cegos decidiu terminar com a atividade do grupo em suas instalações. Para que o trabalho não acabasse, pais, amigos e colaboradores resolveram montar uma associação. Com o nome de Associação de Balé de Cegos Fernanda Bianchini, localizada na rua Humberto I, 298, na Vila Mariana – São Paulo, o grupo iniciou uma nova fase, com objetivos mais amplos.

O trabalho que fazemos é por amor; amor que é impossível transcrever em palavras e é por isso que estamos plantando semente nestas meninas ou talvez em novas outras, para que, com nossos cuidados e aprendizados, elas se tornem as pupilas da mais nova geração de bailarinas e talvez agarrem esta arte como uma profissão. Atualmente temos a professora Geyza da Silva, que também é deficiente visual e que faz um trabalho maravilhoso com nossas bailarinas mirins.

O que estas alunas querem mostrar é que o corpo não é apenas um conjunto de ossos, músculos e articulações que realizam movimentos diversos e sim que, através dele, é possível expressar os sentimentos do interior de cada ser humano, o seu próprio EU. Pois nada é impossível quando se tem força de vontade, objetivos e principalmente quando se acredita num sonho. É por isso que pela dança todo o impossível se torna possível se assim desejarmos.


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